A mulher, por natureza, é competitiva. Sua necessidade de auto-afirmação talvez seja maior que a do homem. Ela se auto-afirma, comparando-se às outras mulheres, ao contrário do homem, que busca auto-afirmação na conquista do sexo oposto. Em alguns casos, essa competição pode ser até saudável, pois nos mantém em dia com os cuidados que temos conosco. Manter-se bela, saudável, atualizada e socialmente ativa é uma consequência sadia da competição feminina. Mas, em alguns casos, esta competição é tão destrutiva, que acaba por aniquilar o amor-próprio, a auto-confiança e, até mesmo, o gosto pelas coisas que a vida oferece. Em casos assim, o melhor é o afastamento da pessoa que se compara e compete conosco o tempo todo. Essa tentativa de te minimizar faz com que sua amiga sufoque dentro de si um terrível e destruidor complexo de inferioridade. Talvez ela nem faça por mal, mas o sentimento de inferioridade que assola sua alma é mais forte do que a amizade que sente por você. Cabe a você avaliar a qual ponto chega essa competição e, se você constatar que é algo nocivo ao bom funcionamento de sua vida, afastar-se dela. Por mais que você lhe tenha afeto e consideração, você tem que amar a si própria em primeiro lugar. Se sua relação com ela lhe traz danos como insegurança, dúvidas quanto às suas qualidades e enfoque de seus defeitos, ela poderá aniquilar o seu ego em muito pouco tempo. É bem melhor colocá-la na condição de "conhecida", onde ela não poderá lhe prejudicar, do que tê-la como "amiga", onde as opiniões têm peso e ela, facilmente, poderá lhe trazer graves problemas à sua personalidade e sentimentos. Espero que você encontre a melhor forma de resolver esse impasse. Um beijo pra ti e felicidades.
Andy