eu tenho percebido, ultimamente, em meus e-mails, muitas mulheres com sérios problemas com a mãe. Infelizmente, esta realidade parece estar cada vez mais frequente na sociedade. Observemos o porquê. Nossas mães vêm de uma geração em que primeiro se obedecia ao pai ou ao irmão mais velho. Depois do casamento, obedecia-se ao marido e educava-se as filhas para também obedecerem a esta hierarquia. Essa herança de repressão pode ser o grande problema entre mães e filhas dessa geração. As mães observam o comportamento das filhas de hoje com grande surpresa. As filhas de hoje não têm o casamento como principal meta de vida; não ficam presas num casamento por medo do desamparo ou para manter as aparências; não abrem mão de seus pontos de vista e brigam por suas opiniões; brigam no mercado de trabalho por um lugar ao sol e priorizam suas carreiras e independência financeira. Diante disso, as mães, que outrora foram filhas, se sentem roubadas em suas vidas. Elas olham suas filhas com um misto de orgulho, inveja e revolta. orgulho porque as filhas alcançaram a superação de limites; inveja pela impossibilidade de fazerem o que as filhas de hoje fazem; e revolta porque foram castradas em seus direitos e desejos. Ao mesmo tempo que as filhas representam tudo que gostariam de ter sido, elas também lembram a todo instante uma vida inteira jogada fora pela submissão à vontade dos outros. Isso tudo, aliado ao fato de que, hoje em dia, quem não consegue ser amigo (a) dos filhos está perdido porque ninguém obedece mais ordens (nem os educadores defendem isso), dá às mães um sentimento horrível de impotência: Elas não conseguiram sair do controle de seus pais e maridos e também não conseguem exercer o controle sobre suas filhas. Então elas pensam: Que porcaria de ser humano sou eu?? Elas não entendem que foram desbravadoras de um tempo que se foi; que suas filhas enfrentarão outros tipos de problemas e que suas netas não terão uma vida melhor que elas próprias ou de suas filhas. A cada geração, a vida é simplesmente diferente. Cada época conta com sua dificuldade própria do tempo em que se vive. Se você está tão magoada com sua mãe, perdoe-se em primeiro lugar! Você tem o direito de estar triste. Se não deseja falar com ela, permita-se! Você tem o direito ao silêncio. Se não sente afeto por ela por causa das palavras duras, afaste-se! Se dê o direito a reciclar suas emoções. Não se obrigue a nada porque ela é sua mãe. Você também tem direito ao amor, respeito e reconhecimento e não apenas ela somente pelo fato de ser mãe. Todas as mulheres podem ser mães. Parir não é difícil! Difícil é passar valores para um ser humano sem agredi-lo quando as diferenças aparecem. Dê um tempo pra você e para sua mãe. Faça uma terapia. Reconstrua seu coração magoado e ferido. Dê a você uma chance de se amar e se aceitar. Mesmo que ninguém mais te aceite, você se amando e se aceitando, a vida se tornará simples e leve de se viver. Fique com Deus e muitas coisas boas desejo a ti. Um abraço. Andy
Antes de mais nada, quero deixar claro aqui que todas as identidades das pessoas que viveram essas histórias foram preservadas, que as situações mostradas foram exibidas com o consentimento de seus protagonistas, que em nenhum momento faço críticas às pessoas, mas sim eu as levo a uma reflexão de suas vidas para que as mesmas possam, a partir de uma atitude, mudar o curso de suas histórias e serem felizes como merecem. São histórias de mulheres dignas de todo respeito e admiração.